Há campos de trigo imensamente vastos, sob um céu lúgubre... e não desisti ainda de tentar expressar a tristeza e a solidão mais extrema... Chego quase a acreditar que essas pinturas dirão a você aquilo que não consigo por em palavras... (Van Gogh para Theo)
03.01.11
e ele não poderia faltar

(como sempre, perfeito)

"Foi este ano centenário de tantas coisas, cheio de novidades e peripécias no jogo das nações deste mundo. Em todas as lutas e episódios do Ocidente e do Oriente soprou um espírito tão antigo, quanto novo, de liberdade. Ele muitas vezes terá feito balançar também algo no íntimo das pessoas. Agora fique quieta aí, agasalhada no seu canto. Mas, se você se erguer na cama e chegar lentamente até a janela para ver lá fora, pela vidraça embaçada, a rua escura e suja, e voltar ainda mais triste para a cama, pensa nesta notícia à-toa que eu lhe mando, e é tudo que eu lhe posso mandar: ainda há sol, ainda há mar e o vento do mar".
Ruben Braga, Ainda há sol, ainda há mar. In: Braga, Ruben. Um cartão de Paris. Rio de Janeiro: Record, 1997. 46-48.



Rosana: 10:56
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