Há campos de trigo imensamente vastos, sob um céu lúgubre... e não desisti ainda de tentar expressar a tristeza e a solidão mais extrema... Chego quase a acreditar que essas pinturas dirão a você aquilo que não consigo por em palavras... (Van Gogh para Theo)
24.05.07
e não é?

Afinal, ele é médico e está lá com os ouvidos atentos e a verve inspirada para ajudar, cuidar. Precisa ser franco o tempo todo, e assim o é com apenas uma exceção. Um assunto que ele menciona para poucos (“porque poucos entendem”, como ele diz), mas que percebe em todos: as pessoas se apegam às suas próprias aflições. E olhe que ele não está falando de doenças ou sintomas físicos, mas de um modo de viver a vida em desarmonia e criar repetidas vezes problemas e inquietudes. Foi isso que ele me mostrou, sobre mim mesmo. Estava lá na minha ficha, pude conferir, estupefato. Após oito anos de consultas, retornos, abandonos, freqüências e tratamentos, eu voltava ao consultório para repetir as queixas. Uma dor aqui, outra acolá, todas causadas pelo mesmo jeito de viver. Pelo jeito que criei ou, até, pelo jeito que eu sou – e isso é difícil de admitir.

Revista Vida Simples. Grifo meu.



Rosana: 18:40
comentários

Ora ora, ainda existe um coração pulsando neste blog. Que boa notícia, sua falta foi sentida. :-D

Azul fantasma: 02.07.07 05:00

bem... bem... como melhor dizer isso para as pessoas que não mostrando a ficha de oito anos de consultas! coisinha difícil é viver. coisinha complicada é aprender

Marcelo: 26.07.07 01:02
nome:


e-mail:


URL:


comente:


guardar dados?